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terça-feira, 4 de novembro de 2008

A história de Ana

Por: Ap. Rina



Em 1 Samuel 1:1-20 vemos a história de Ana (significa “graça”, “compaixão”).

Ana viveu na época dos Juizes em Israel, era casada com Elcana e como era estéril, seu marido podia ter outra mulher que lhe desse filhos (Deuteronômio 21:15-17).

Podemos ver nossa história mudar através da vida de Ana.

Ela aparece como uma mulher aflita (versículo 6), pois a esterilidade naquela época era algo muito sério.

No versículo 8, Elcana declara seu amor por Ana, dizendo que Penina havia lhe dado filhos, mas era Ana quem ele amava.

A maior alegria de uma mulher é ser mãe, poder dar um filho ao seu marido. Ana tentou por anos e não conseguiu ter filhos.

Nos versículos 15 e 16 vemos uma mulher atribulada de espírito e ansiosa, ela teve seu estado emocional atacado. Ela passou pela humilhação de ver outra mulher dar filhos a seu marido.

Provocada pela malícia de outra mulher, Ana se recusou a responder da mesma forma. Em vez disso, derramou sua mágoa e tristeza diante de Deus.

Talvez como Ana, nós também estamos esperando um filho. “Um filho” pode ser aquilo que você esteja gerando em oração, algo que você tenha que esperar e esse período para você é uma gestação. Podemos citar um negócio próprio, o ministério que você quer exercer ou uma restauração na família, por exemplo.

Esse processo de espera é muito difícil, é como um parto. Você ora, jejua, chama a existência, mas o tempo passa e nada acontece e a tendência com tudo isso é você se sentir estéril.

Você começa a achar que nada pode ser feito através da sua vida, essa espera gera uma ansiedade que acaba se tornando uma enfermidade e seu emocional fica abalado.

Esse ciclo acaba trazendo um desânimo porque você olha para os lados e nada acontece.

Com Ana também foi assim, porém ela não se entregou, mas teve uma atitude que agradou a Deus. Ela levou sua angústia diretamente a Deus.

No versículo 10 (orou ao Senhor e chorou abundantemente)

No versículo 12 (orou perante o Senhor)

Ana poderia ter lançado sua tristeza sobre si mesma, tornando-se amarga, desesperada, mas em vez de simplesmente encher-se de auto-piedade ou revidar, derramou sua alma perante Deus e Ele respondeu graciosamente às suas orações.

Ela falava com Deus de todo coração, chorando e orando.


Existem momentos que precisamos chorar abundantemente, muitas vezes estamos orando e essa oração se transforma em choro.

Muitas vezes a ansiedade e a falta de expectativa é tanta que as palavras se transformam em choro. E esse choro na presença de Deus, sobe aos céus.

Ana foi chorar na presença de Deus. Ela buscou a Deus em sua mais profunda aflição, por compreender que só Ele poderia responder as suas perguntas e que só Ele seria capaz de prover o consolo e o propósito na vida que procurava com tanto empenho.

Vemos nas escrituras que:

Paulo chorou (Filipenses 3:18): “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo”

Pedro chorou (Lucas 22:62): “E, saindo Pedro para fora, chorou amargamente”

Jesus chorou (João 11:35): “Jesus chorou”

Só chora quem está quebrantado, quem está em humilhação diante de Deus e, é isto, que toca o coração do Pai, esse quebrantamento chama a atenção de Deus.

Salmo 51:17 – “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”

Além de buscar e chorar no lugar certo, Ana tinha propósitos. No versículo 11 vemos que Ana faz um voto com Deus. Só faz voto com Deus aquele que tem propósitos e sabe o que quer.

Deus não se agrada de voto de tolo, por isso se você fez um voto com Deus, cumpra.


Muitas pessoas estão paralisadas porque fizeram um voto com Deus e não cumpriram.

Ana cumpriu o voto com Deus, ela engravidou e entregou Samuel a Deus, ela cumpriu a parte dela na aliança.

Nessa época a voz profética estava calada, não havia muitos sinais e maravilhas, tudo estava parado. Mas Ana fez a diferença, ela cumpriu seu voto com Deus e seu filho Samuel foi um dos maiores profetas e o último juiz da nação de Israel, suas mãos ungiram Saul e Davi como primeiros reis da nação.

Deus não somente respondeu a oração de Ana por um filho, como também a seu pedido para consolá-la em sua tristeza. Ele a confortou em seu desapontamento e deu-lhe forças para enfrentar a situação.

Deus está disposto a vir até nós, como fez com Ana. Qualquer que seja nossa aflição, a situação difícil que enfrentamos, Ele está disposto a se manifestar e mais do que isso, está desejoso de satisfazer nossas necessidades e de dar-nos graça e consolo.

Entregue-se com o coração contrito perante Deus, confie e Ele atenderá todos os desejos do seu coração.

Deus Abençoe.




Ap. Rina
Igreja Evangélica Bola de Neve

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